08.07.2010
A nova técnica com pulsos de ultrassom promete diagnosticar e tratar disfunções cerebrais sem cirurgia, além de ter potencial para ajudar na melhoria das capacidades cognitivas e das interfaces neurais para jogos eletrônicos.
Ultrassom para tratar o cérebro
Diagnosticar e tratar disfunções cerebrais sem cirurgia, com potencial para ajudar na melhoria das capacidades cognitivas. E usando apenas o velho e conhecido ultrassom. Esta é a promessa de uma nova técnica desenvolvida pela equipe do neurocientista William Tyler, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.
A técnica, que permite a estimulação cerebral não-invasiva com pulsos de ultrassom, é mais um passo rumo a diagnósticos mais precisos e intervenções menos invasivas do cérebro.Recentemente, pesquisadores do MIT demonstraram a possibilidade de desligar neurônios no cérebro usando luz.
Técnicas de estimulação do cérebro
A abordagem, divulgada no exemplar de Junho da revista médica Neuron, mostra que o ultrassom pulsado não só estimula os potenciais de ação no córtex motor, como também "provoca respostas motoras comparáveis àquelas só obtidas anteriormente por meio de eletrodos implantados e técnicas afins," afirma Yusuf Tufail, que coordenou os primeiros testes da nova técnica em animais.
Outras técnicas, como a estimulação transcraniana magnética e a estimulação cerebral profunda, a terapia de choque eletroconvulsiva e a estimulação transcraniana por corrente contínua direta, são utilizadas para tratar uma série de disfunções cerebrais, incluindo a epilepsia, o Mal de Parkinson, dores crônicas, coma, distonia, depressão e psicoses.
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